segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Desigual


Acordei com cheiro de sangue nas mãos, não sei de onde veio esse cheio, poderia ser minha mente tentando pregar alguma peça? Não consigo entender, apenas o cheio persiste, minhas ideias se foram junto com meus sonhos.

Tonto de tanto tentar achar algo que faça sentido, não consigo enxergar nenhum caminho, meu tempo está nublado, minhas nuvens são cinza como a poeira deixada pelo fogo, só espera a hora certa de ir embora, só espero a hora certa para dormir.

Sei que os dias são diferentes, só que nos últimos anos eles tem sido iguais, nada mudou desde os vinte e dois, nada melhorou, tudo piorou, ao passar do tempo começamos a perceber o quão frágil são nossas vidas, como em uma batida tudo muda, não entendo como pode ser tão desigual à vida das pessoas, espero que a maioria delas não sinta esse buraco no peito, esse desespero de esperar por algo que pode durar a vida inteira.
Hoje não consigo ver o mundo como via antes de cair, não consigo mais sentir apego a pequenas coisas, é como se tudo fosse mudar de repente, só que não muda, nunca muda.