terça-feira, 9 de julho de 2013

Exercício de escrita 03 - Primeira estória - Parte 7 - Pensamentos


            Sentia um medo de ser caçado por algo totalmente desconhecido, era uma mistura de felino noturno e monstro canino, se tivesse o olfato apurado, provavelmente nos acharia facilmente, mais percebi que não tinha. Comecei a usar a única arma naquele momento, minha inteligência, fiquei pensando e tentando bolar uma possível solução para este problema, teria que pensar rápido, pois ao sair do prédio poderia me tornar comida de algum ser monstruoso. Fiquei horas bolando alguns planos emergenciais para no caso de topar de frente com aquela besta, tudo parecia muito turvo na minha mente, o fato de desconhecer a origem do ser, me deixava assustado e de certa forma extasiado de conhecer algo realmente novo, preparei algumas armadilhas no saguão do prédio antes de deixar o lugar, tinha que ter certeza que o monstro não ia me perseguir, usei alguns pedaços de carne que tinha guardado em minha mochila e coloquei um tipo de gaiola que cairia no monstro caso ele chegasse perto da armadilha, a garota estava assustada com tudo aquilo, por sorte eu consegui conter meu medo e pensar em algumas estratégias caso nada daquilo funcionasse, eu estava preparado para guerrear com aquele monstro.
      Já era quase de manhã e eu não consegui dormir, a sensação de ser uma possível presa me deixava totalmente sem sono, não era medo, era um receio muito grande de não conseguir agir no momento certo, precisava estar atento a todo o momento, não podia vacilar, precisava encontrar meu irmão e a mãe da garota, o tempo era um dos vilões. Saindo do prédio, cuidadosamente eu observei por todo o lugar onde eu havia visto o monstro, não consegui achar nada que me desse uma ideia sobre a origem do ser. Tudo parecia normal tirando o sangue deixado para trás, o interessante é que não havia rastro de sangue, somente uma pequena poça no lugar onde a presa havia sido abatida, era como se o monstro tivesse sugado o sangue da presa na hora do ataque, era confuso pois vi garras do tamanho de faca dilacerando a caça, não me parecia fazer muito sentido a falta se sangue, comecei a duvidar sobre o que eu havia visto naquela noite, talvez tudo o que passei anteriormente estava prejudicando meu discernimento, eu poderia ter visto algo diferente do que tinha acontecido no lugar.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Mudança Mundana

Sinto como se eu estivesse andando vagarosamente pela cidade tentando ouvir o som da natureza, da mesma forma se comporta meu coração tentando ouvir a batida de outro como ele, é triste saber que falta muito para que todos entendam as alterações mundanas, o difícil da vida é justamente aceitar algo que não acreditamos de começo, aprender que a mudança é a chave para a evolução. Mesmo querendo mudar, a pior parte de tudo é avaliar o que deve ser mudado e o que devemos manter.

A preguiça e medo acabam destruindo nossos sonhos, confundindo nossa mente e certas vezes transviando nossa personalidade, seria mais fácil se agente aceitasse a verdade do mundo, ele está em constante mudança assim como nós mesmos, o problema é aceitar tudo e se sentir bem em ser uma pessoa diferente hoje, espero que o tempo tenha a resposta para nossos questionamentos internos, que a maturidade chegue fazendo festa que a alegria seja eterna enquanto dure, e a tristeza nos faça dar mais um passo em direção à felicidade. 
Hoje eu sou o que ontem eu queria ser no futuro, difícil explicar algo sem dar exemplos, sem tentar excitar a mente mesmo que seja um pouco. Acho que estou caminhando rumo ao que pretendo, acho que o tempo está virando meu amigo e a vida se tornando minha mestra.
Só lhe peço que não contrarie muito seu coração, nossa racionalidade é uma parte muito pequena do nosso ser, existe coisas que nunca entenderemos, mais que existem mesmo assim, não precisamos ver o ar para respirar.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Hollow

Não lembro quanto tempo faz, andávamos olhando para frente e para os lados, nunca para trás, sempre tentando entender e enxergar o terreno, tentar fazer a melhor caminhada possível, não me parecia difícil naquela época, quando estávamos juntos, tudo parecia provável, hoje sinto apenas saudade, saudade de algo que nunca aconteceu de verdade, apenas minha imaginação sabe o quanto eu queria que tudo tivesse acontecido, apenas queria ficar preso a essa memória criada por uma mente solitária, talvez meu paraíso se encontre em mim mesmo. Os dias se passam e eu não vejo a hora de encontrar um lugar melhor, pelo que parece eu já encontrei, mais lá não posso tocar nem sentir como aqui no mundo real, ainda não aprendi a viver em um sonho. Agora eu entendo como fui impaciente, tudo que precisava fazer era apenas seguir em frente, continuar, não fraquejar, perdi minha alma quando descobri que não a tinha. Perdi meu amor quando descobri que ele não existia.