Despertar
No
meu sonho havia várias crianças correndo em desespero por causa de
uma arma que detectava pessoas com algol(nova epidemia do sec. XXX),
todas as pessoas infectadas eram exterminadas como se fossem animais,
elas corriam por um campo verde de gramas pequenas parecidas como
grama de campo de futebol, o ar tinha cheiro de carne queimada
proveniente da doença que derretia lentamente os ossos até que a
pessoa deixava de ser vertebrado se tornando uma massa de carne, as
armas robóticas tinha sido enviada para limpar a área dos
infectados. Tudo aquilo parecia muito errado para mim e eu tentei
ajudar destruindo algumas das armas voadoras que mais pareciam um
disco de metal com lâminas nas bordas, eu tinha uma força
monstruosa no sonho, meu corpo provavelmente era cem por cento humano
e não possuia nenhuma melhorias genética o que era improvável no
mundo em que vivo. Eu usava camisa verde escuro e calças jeans
surrada, nunca havia usado um tipo de roupa daquela antes pois eu
adorava usar o meu uniforme universal, com ele eu poderia trocar de
roupa em alguns segundos apenas escolhendo os modelos que ele vinha
programado de fábrica. Quanto mais armas eu derrubava mais o sonho
se tornava sombrio e escuro como se a noite estivesse chegando até
que derrubei a ultima arma, tudo ficou completamente escuro, só
ouvia gritos histéricos de pessoas fugindo de algo grande, não
conseguia enxergar nada e meus sentido funcionavam de modo estranho
quando fui esmagado. Acordei suando em uma cama estranha, tudo em
volta era diferente , todos aqueles objetos na parede pareciam
familiar para mim, era quadros com gravuras de deuses gregos, deuses
egípcios, hindus e gravuras de várias religião mas nada me
lembrava de ter dormido naquele lugar na noite passada.
Em
um dos quadros tinha gravuras iguai da parede do meu banheiro, foi o
que me acalmou, sentia meu corpo diferente pois não conseguia ativar
minha memória extra, meu cabelo estava diferente, mais curto e com
certeza eu estava mais baixo, pelo menos me sentia mais baixo. O
quarto era pintado com tinta cor areia e o teto pintado de branco o
que dava um certo charme no local se não fosse pelas venezianas de
terceira linha, havia duas portas, uma dava de cara para um banheiro
parecido com os de hotel de beira de estrada, fora o cheiro de
pastilha daquelas que geralmente se vê em banheiros públicos,
quando olhei para o espelho eu quase cai para trás, meu rosto estava
totalmente diferente do que era, respirei fundo para não entrar em
pânico o que não ajudou muito, fazia anos que eu não passava tão
mal como estava agora, totalmente perdido com um corpo que não era
meu, sem as melhorias genéticas que eu estava acostumado a ter e em
um quarto de quinta categoria, estava quase desmaiando quando uma
mulher entrou pela porta do banheiro segurando uma bandeja com batata
fita, salada de alface e um lanche com uma aparencia gurdurosa, ela
me olhou com espanto quando me viu cambalear rumo ao sanitário,
nunca me lembrei de ter vomitado tanto em toda a minha vida até que
o mundo rodou e eu apaguei.