sábado, 6 de setembro de 2014

O conto das mentes trocadas - Despertar


Despertar

No meu sonho havia várias crianças correndo em desespero por causa de uma arma que detectava pessoas com algol(nova epidemia do sec. XXX), todas as pessoas infectadas eram exterminadas como se fossem animais, elas corriam por um campo verde de gramas pequenas parecidas como grama de campo de futebol, o ar tinha cheiro de carne queimada proveniente da doença que derretia lentamente os ossos até que a pessoa deixava de ser vertebrado se tornando uma massa de carne, as armas robóticas tinha sido enviada para limpar a área dos infectados. Tudo aquilo parecia muito errado para mim e eu tentei ajudar destruindo algumas das armas voadoras que mais pareciam um disco de metal com lâminas nas bordas, eu tinha uma força monstruosa no sonho, meu corpo provavelmente era cem por cento humano e não possuia nenhuma melhorias genética o que era improvável no mundo em que vivo. Eu usava camisa verde escuro e calças jeans surrada, nunca havia usado um tipo de roupa daquela antes pois eu adorava usar o meu uniforme universal, com ele eu poderia trocar de roupa em alguns segundos apenas escolhendo os modelos que ele vinha programado de fábrica. Quanto mais armas eu derrubava mais o sonho se tornava sombrio e escuro como se a noite estivesse chegando até que derrubei a ultima arma, tudo ficou completamente escuro, só ouvia gritos histéricos de pessoas fugindo de algo grande, não conseguia enxergar nada e meus sentido funcionavam de modo estranho quando fui esmagado. Acordei suando em uma cama estranha, tudo em volta era diferente , todos aqueles objetos na parede pareciam familiar para mim, era quadros com gravuras de deuses gregos, deuses egípcios, hindus e gravuras de várias religião mas nada me lembrava de ter dormido naquele lugar na noite passada.

Em um dos quadros tinha gravuras iguai da parede do meu banheiro, foi o que me acalmou, sentia meu corpo diferente pois não conseguia ativar minha memória extra, meu cabelo estava diferente, mais curto e com certeza eu estava mais baixo, pelo menos me sentia mais baixo. O quarto era pintado com tinta cor areia e o teto pintado de branco o que dava um certo charme no local se não fosse pelas venezianas de terceira linha, havia duas portas, uma dava de cara para um banheiro parecido com os de hotel de beira de estrada, fora o cheiro de pastilha daquelas que geralmente se vê em banheiros públicos, quando olhei para o espelho eu quase cai para trás, meu rosto estava totalmente diferente do que era, respirei fundo para não entrar em pânico o que não ajudou muito, fazia anos que eu não passava tão mal como estava agora, totalmente perdido com um corpo que não era meu, sem as melhorias genéticas que eu estava acostumado a ter e em um quarto de quinta categoria, estava quase desmaiando quando uma mulher entrou pela porta do banheiro segurando uma bandeja com batata fita, salada de alface e um lanche com uma aparencia gurdurosa, ela me olhou com espanto quando me viu cambalear rumo ao sanitário, nunca me lembrei de ter vomitado tanto em toda a minha vida até que o mundo rodou e eu apaguei.

O conto das mentes trocadas - Acordando


Acordando.

Acordei com um gosto metálico na boca, parecia uma manhã qualquer, tirando o fato de eu não reconhecer onde estava, a cama era tamanho king-size com lençóis sedosos de cor branca, o travesseiro era do tamanho certo para mim, nem tão alto nem tem baixo, levantei e senti uma leve tontura, entrava alguns raios de sol pela janela do jeito que não ofuscava a visão, as cortinas pareciam feitas de seda escura e o quarto não possuia mobília alguma, somente um aquario grande em frente a cama, com certeza eu não conhecia aquele lugar, procurei pelo banheiro e após alguns minutos achei o maior dos banheiros que eu já havia visto até hoje, era até maior que o quarto, tinha uma banheira para duas pessoas fo lado da ducha e um vidro grosso com partes foscas separando a parte do banho do restante do baheiro, os azulejos eram azul-esverdeados onde uma fileira vertical era somente colorida e a fileira abaixo tinha desenhos aleatórios que pareciam sair de alguma mitologia grega, perto do sanitário havia uma pia de tamanho médio e uma cuba feita de aço, logo acima tinha um espelho gigantesco que era a peça de maior destaque no local nas bordas tinha desenhos foscos do mesmo estilo de algumas fileiras dos azuleijos, logo a frente do vaso uma prateleira cheia de revistas me lembrava algo, minutos após ir ao banheiro senti um cheiro gostoso o que provavelmente me lembrava pão de queijo quente e bolo, despertando ainda mais minha fome matinal, procurei então a saida do quarto e fui em direção a uma escada. Ouvi barulho de alguém conversando e segui a voz, era uma voz calorosa e harmoniosa com certeza feminina, nunca tinha ouvido nenhuma voz como aquela antes, depois de descer uma escada de madeira de demolição vi que estava numa casa bem luxuosa, tudo parecia perfeitamente planejado para estar no lugar certo, abaixo da escada tinha uma estante com vários bonecos miniatura de vários personagens de histórias que eu conhecia, a estante tinha um tamanho considerável, ocupava quase toda a parede do que parecia uma sala de estar, havia também uma estante com vários livros que possuia marcações pelo tipo de história, perdi alguns minutos olhando tudo aquilo quando a voz cativante chamou meu nome, senti um arrepio na hora pois aquele não era meu nome apesar de eu entender que poderia ser, na hora a minha ficha caiu, eu havia perdido a memória, tudo me levava a crer que eu estava com algum tipo de amnésia.

Ela havia me chamado de Eloy mais eu lembrava apenas do nome Alan, aquilo tudo parecia muito confuso, era como se eu tivesse dois nomes, como se o Eloy também fosse eu, mas no fundo eu sentisse que não era, quando cheguei na cozinha eu vi a mulher mais deslumbrante da minha vida, era uma mistura de deusa Vênus com Afrodite, não conseguiria expressar a beleza nem se tentasse por mil anos, o cabelo era cor âmbar com as pontas meio cacheadas, o formato do rosto era pereitamente algulado e passava um ar de segurança, e os olhos cor avelã quase chegava no amarelo, tinha um corpo perfeito e era alta, quando ela chegou perto meu coração quase saltou pela boca, por um momento reparei que eu era maior que ela, não me lembrava de ser tão alto, possivelmente tinha quase dois metros de altura, depois de tentar trocar alguma conversa com ela, eu procurei o banheiro o mais rápido possível para ver minha situação, eu acostumei ao longo dos anos a não ficar reparando no meu reflexo no espelho quando levanto, funciono quase que no modo automático quando acordo e vou escovar os dentes, olhei diretamente para o espelho e aí veio o choque, aquele cara do reflexo não era eu, certamente eu nunca fui daquele jeito, tentei segurar o tempo todo aquele pensamento porém não consegui segurar, eu não me reconhecia na frente do espelho, parecia uma grande brincadeira de mal gosto eu ser aquele cara do espelho, não conseguia reconhecer nem meu próprio rosto, nada daquilo fazia sentido algum para mim, e eu acabei desmaiando alguns segundos após o choque que tomei, eu não era eu.